The order : 1886

PS4

The order : 1886

Disponibilidade: Em estoque
R$ 32,89

A Ready at Dawn é uma desenvolvedora com um histórico curioso. Exceto por Daxter, de PSP, seus trabalhos nos últimos 10 anos se resumiram a spin-offs e ports de God of War e um port de Okami para o Wii. De repente, é conferida a ela a responsabilidade de desenvolver o exclusivo mais “quente” desde o lançamento do PlayStation 4.
O marketing sobre The Order: 1886 tem sido misterioso, porém constante nos últimos meses. Já vimos que trata-se de um jogo tão belo que beira à indecência, e que o projeto parece prezar muito pela narrativa — Cavaleiros da Távola Redonda, conspirações, Revolução Industrial, lobisomens e uma série de elementos interessantes —, mas será que ele é, de fato, aquilo que esperamos?
Após gastarmos vários dias acompanhando as notícias e entrevistas, preparando superconteúdo para o lançamento do game e concluindo sua campanha, trazemos a seguir nossas impressões sobre esse título que tem sido tão falado — e criticado — nas últimas semanas.

 

A Ordem de 1886

A mitologia por trás de The Order: 1886 é rica, apesar a campanha trazer isso de forma um pouco superficial. O Rei Artur morreu no século 5, mas a Távola Redonda não acabou. Seus membros formaram uma sociedade conhecida como “A Ordem”, uma força especial à serviço do Império Britânico, pronta a combater seres monstruosos conhecidos como “Mestiços”.
Através de um líquido místico chamado “Água Escura”, os Cavaleiros se recuperam de seus ferimentos e ganham longevidade, podendo viver por vários séculos. O Chanceler da Ordem, por exemplo, é o mais velho do grupo e lutou ao lado do próprio Artur.
Você controla Grayson, o terceiro homem a ocupar o cargo de “Sir Galahad” desde a criação da Távola. Sebastian Malory (Sir Perceval), Isabeau D’Argyll (Lady Igraine) e o Marquês de Lafayette são seus companheiros de esquadrão e acabam se mostrando personagens interessantes. Por fim, o gênio inventor Nikola Tesla produz armas e bugigangas para a Ordem — além de ter mais tarde um papel crucial no desenvolvimento da trama.
O clima do jogo é sombrio e o enredo brinca de conspiração fantástica, com eventos históricos mal explicados, como os misteriosos assassinatos do anônimo “Jack, o Estripador”. Os problemas sociais desencadeados pela Revolução Industrial são plano de fundo para os conflitos da Polícia Metropolitana com os rebeldes e a Rainha Victoria não é exatamente muito popular nos guetos da capital inglesa.

 

À primeira vista

Não dá para fugir do óbvio: The Order é visualmente lindo — talvez o jogo mais bonito que chegou a um console. Não trata-se apenas de suas texturas e iluminação que simulam com perfeição a realidade, tem a ver também com as animações, as feições dos rostos, a movimentação dos cabelos e tecidos... É perceptível o capricho excepcional na direção de arte.
Se você tiver um pingo de curiosidade, vai querer gastar algum tempo explorando os mapas que encontra pelo caminho. Além do próprio cenário, há objetos com os quais é possível interagir — jornais e fotografias antigas, por exemplo. Tudo que diz respeito à concepção artística do jogo é de cair o queixo e suas invencionices estéticas — como tecnologia estilizada e figurinos — de são artigo de primeira.

 

Coisa de cinema

Este é um projeto que desde os primórdios tem sido anunciado por seus desenvolvedores como algo que pretende passar uma “experiência cinematográfica”. O conceito permeia o jogo de forma geral: cutscenes em tempo real se mesclam com perfeição com gameplay; contra-planos e ângulos diferentes simulam uma câmera filmadora em ação; a forma com a qual se visualiza um documento; o extremo cuidado com o sistema de colisão...
A própria perspectiva padrão tem proporção de tela de 21:9, para que você se sinta no cinema — ou para aliviar 30% dos pixels na tela e fazer com que o console dê conta do processamento, se você prefere a justificativa mais cruel para as tarjas pretas.
The Order: 1886 é um filme interativo de alto orçamento — daqueles que são indicados ao Oscar nas categorias artísticas. Então, você acompanha intrigado as viradas meio pevisíveis — porém dramáticas do enredo— , enquanto se afeiçoa aos personagens carismáticos, ao som de uma trilha sonora maravilhosa.

 

Mãos às armas

O arsenal do jogo definitivamente chama atenção. Sim, temos as tradicionais pistolas, escopetas e espingardas, mas nós também temos uma série de armas malucas, como o Fusil de Termita, que lança pastilhas em uma liga de óxido de ferro e alumínio e depois acende, incendiando o alvo. A Arma de Arco é outra peça muito interessante, que lança uma arco elétrico capaz de mutilar ou simplesmente decapitar o alvo.
Porém, é uma pena que este arsenal não esteja disponível de forma progressiva. Como tudo em The Order: 1886, seu acesso ao armamento e aos equipamentos é ditado pelo desenrolar da campanha.

 

Vale a pena?

The Order: 1886 é um espetáculo visual, uma convergência quase perfeita de do cinema para o video game. O background de sua história é muito interessante, despertando curiosidade sobre eventos que o enredo menciona rapidamente. Grayson tem atitudes meio convenientes demais e pouco fundamentadas, mas Isabeau, Lafayette e Sebastian são personagens fascinantes e que expressam sua humanidade de forma suficientemente convincente.
É importante mencionar que a campanha não é tão curta quanto dizem. É claro que na correria, à la speedrun, você consegue concluir tudo em quatro ou cinco horas, mas jogando na dificuldade normal, em ritmo padrão, duas pessoas do BJ terminaram o jogo com uma média de sete a oito horas. Uma duração razoável, se não fosse a falta de vantagens para um replay, devido à ausência de um multiplayer ou desafios posteriores.

 

  

  • Legenda: Português BR
  • Audio: Português BR
  • Tamanho: 31,6 GB
 
 

Avalições

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