The Last Guardian

PS4

The Last Guardian

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R$ 119,90

The Last Guardian é o novo jogo de aventura dos criadores de Ico e Shadow of the Colossus. Quase uma década depois, o título finalmente chega ao PS4 com uma história épica sobre descobertas e companheirismo. Confira a análise completa de um dos jogos mais aguardados de 2016:
De lá para cá, muitas incertezas cercaram o projeto, afinal, sua trajetória durou mais que a própria vida útil do PS3 – a plataforma para qual o título foi originalmente planejado. Acredite se quiser: The Last Guardian está, enfim, entre nós.

The Last Guardian conta a história de um jovem garoto e seu animal híbrido, carinhosamente apelidado de "Trico", uma gigantesca criatura inspirada em seres mitológicos. Juntos, eles embarcam em uma missão para desvendar os segredos de um mundo mítico, colocando à prova a relação de amizade construída de forma inesperada.

The Last Guardian tem mecânicas voltadas à interação entre personagens 

As mecânicas de jogo são simples e voltadas unicamente à interação entre a dupla. No início, o garoto precisa ganhar a confiança de Trico por meio de gestos afetivos, como um pai e seu filhote recém-chegado. Ao longo da jornada, o jovem ensina o bicho a realizar movimentos e ações naturais, como saltar, deitar e comer.

A estrutura de jogo basicamente se resume a obstáculos e quebra-cabeças bem elaborados. A parceria entre o jovem e Trico é sempre testada em puzzles e desafios peculiares. Ambos precisam trabalhar em conjunto, na mesma linha de pensamento, para que as estratégias sejam executadas da maneira correta.
Enquanto o garoto procura uma alavanca entre os escombros no topo de uma torre, por exemplo, o animal deve se manter estrategicamente posicionado no chão para amortecer a sua queda. É realmente impressionante ver as mecânicas funcionando bem entre o personagem conduzido pelo jogador e o animal controlado pela máquina.

 The Last Guardian: trabalho em equipe é essencial para vencer os obstáculos 

Diferentemente de Shadow of the Colossus, cujo foco era o combate contra os titãs, The Last Guardian é, essencialmente, um jogo de exploração. Ainda que Trico tenha que atacar os cavaleiros de pedra em situações pontuais, o personagem controlável não se envolve diretamente em confrontos e age apenas em segundo plano.

A inteligência artificial do bicho funciona bem em alguns trechos, mas deixa bastante a desejar em outros. É comum ver Trico perdido no meio do cenário sem saber o que fazer, mesmo sendo orientado diversas vezes para executar determinada ação. Geralmente, é necessário chamar a atenção de Trico e apontar para algum elemento do ambiente para fazê-lo realizar a tarefa.
Apesar disso, a inteligência falha parece, às vezes, ser algo proposital. É a mesma dificuldade de um dono que acaba de trazer um novo animal para o seu lar. A mesma dificuldade, inclusive, que Agro tinha em obedecer aos comandos de Wander. Trico precisa ser adestrado aos poucos, então é necessário ter paciência.

The Last Guardian tem puzzles desafiadores
 

O misterioso universo de The Last Guardian garante uma imersão que poucos jogos conseguem proporcionar – méritos, é claro, de Fumito Ueda e sua equipe. Formado por ruínas gigantescas e construções arquitetadas por civilizações mortas, o mundo é desolado, porém vivo.
A sensação de solidão, uma das marcas registradas do estúdio Team Ico, ainda existe, mas é menos impactante em comparação a Ico e Shadow of the Colossus. Isso porque, agora, o protagonista tem um belo companheiro ao seu lado, e você depende dele a todo momento.

The Last Guardian é tecnicamente limitado, mas capricha no level design

Mesmo assim, a direção de arte é impecável e faz jus ao nome de Ueda, com ambientes fenomenais e áreas para se guardar na memória. O padrão artístico, por sua vez, é o mesmo empregado em Shadow of the Colossus, porém adaptado ao console da atual geração – inclusive com suporte ao recurso HDR, que equilibra o nível das cores.
Como era de se esperar, a aventura é conduzida com maestria por belíssimas canções orquestradas em cenas de ação. No mais, apenas os gritos do jovem e os passos pesados de Trico podem ser ouvidos, o que amplifica a sensação de isolamento.

Conclusão

The Last Guardian é uma obra atemporal ditada em tom poético, um game que mesmo depois de nove conturbados anos permanece atual graças ao forte apelo emocional, que faz falta nos jogos de hoje.
O título não se sobressai pela jogabilidade e nem pelos gráficos de ponta: ele apenas faz com que a relação profunda entre companheiros tão diferentes entre si seja algo especial. Em meio a tantos jogos de ação no mercado, eis uma experiência que finalmente é capaz de tocar corações.

  

  • Legenda: Português BR
  • Audio: Português BR
  • Tamanho: 11,8 GB
 

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