Resident Evil HD Remaster

PS3

R$ 21,89
Licença
-
+
Marcadores / / /
Descrição

Aos iniciantes, o básico

Resident Evil — ou Biohazard, se preferir — acontece inteiro dentro de uma gigantesca mansão — supostamente — abandonada na floresta próxima à cidade de Racoon. Um grupo de oficiais das Forças Especiais S.T.A.R.S. vai ao resgate da equipe Bravo, recentemente desaparecida no local — como contam os eventos de Resident Evil 0.

O resto já é de conhecimento geral: a casa está cheia de zumbis de procedência misteriosa e monstros terríveis gerados através de experimentos genéticos. Você precisa escolher se vai controlar Chris Redfield ou Jill Valentine para descobrir os mistérios por trás da mansão, resolver puzzles, sobreviver e dar o fora de lá.

 

 

Imagem é tudo

Além da democratização de plataformas, a razão de Resident Evil HD Remaster existir está nos gráficos e mecânicas atualizadas para o padrão dos dias atuais. O PC, neste caso, leva a melhor. Oferecendo a opção de 60 quadros por segundo e resolução de até 1920x1200. É possível também ativar os recursos de antiserrilhamento e sombras detalhadas, se sua máquina for potente o bastante.

Nos consoles da atual geração (Xbox One e PS4), a resolução é de 1080p e 30 quadros, com poucas diferenças em relação ao PC. Já o Xbox 360 e PS3 recebem a versão mais básica, de 720p, mas ainda assim com o aspecto bem superior ao das versões da Nintendo de anos atrás.

Aquele JPEG esticado

O trabalho de restauração nos modelos 3D dos personagens ficou fantástico e dele não há o que reclamar. Rostos expressivos e convincentes deram um considerável polimento no redesign de 2002, com olhos mais vivos, rugas e detalhes que agora ficam mais evidentes. Por outro lado, os cenários, que são imagens estáticas 2D, não puderam ser refeitos e acabaram se mostrando bem datados.

É preciso lembrar que antes Resident Evil 4, a série usava cenários pré-renderizados para oferecer uma qualidade gráfica melhor do que o hardware dos anos 90 podia fornecer. Assim, apenas os modelos dos personagens, NPCs e objetos interativos são processados em tempo real — todas as demais áreas são ilustrações imóveis.

Essas belas imagens concebidas há mais de uma década, durante o desenvolvimento de RE Remake, podem ter se perdido ou simplesmente estavam em qualidade baixa demais para os dias atuais. E é provavelmente por essa razão que alguns ambientes — como o cemitério — apresentam as texturas em baixa resolução e passam a sensação de fotografia estourada.

 

Outro desafio que a Capcom teve que enfrentar nesta questão foi converter o aspect ratio 4:3, usado em 2002, para o atual padrão widescreen (16:9). Para isso foi necessário “esticar” as imagens dos cenários — muito possivelmente, foi preciso alterar também a área por onde os personagens podem andar, redefinindo assim aspectos do level design.

"Aí a coisa fica embaçada"

O maior incômodo estético, no entanto, fica por conta das CGIs pré-renderizadas. Enquanto a maioria das cutscenes acontece em tempo real, cinematics clássicas como a chegada à mansão e o encontro com o primeiro zumbi, são apresentadas em qualidade bem ruim. Houve sim um upgrade, como você pode ver no vídeo abaixo, mas o trabalho deixa a desejar e a situação lembra muito a do port de Resident Evil 4 para os PCs em 2006.

Aí surge a dúvida: refazer as cinematics era custoso demais para um relançamento remasterizado ou simplesmente foi impossível recuperar o projeto original? Porque definitivamente causa desconforto a transição de um gameplay com modelos em tão alta resolução para vídeos que parecem terem sido tirados do YouTube na época do pré-HD — situação que afeta principalmente os usuários de PC e consoles da geração atual.

Tanque nunca mais!

Aqueles que viveram bem a geração de 32 bits vão se lembrar que os controles de jogos como Tomb Raider e Resident Evil eram bem diferentes naquela época. O conceito conhecido como “tanque” (ou “tank”) obrigava o personagem a definir primeiro sua direção e depois pressionar o analógico para cima. Isso tornava o gameplay bem mais difícil e às vezes impraticável.

Em HD Remaster, a Capcom teve a feliz ideia de reformular o sistema de direcionais. Em vez da dinâmica travada, agora temos o padrão moderno de movimentação, que responde melhor à dupla de direcionais analógicos dos joypads de hoje em dia.

Vale dizer que a mecânica é mais amigável, mas poderia ser ainda mais. A mira, que naturalmente sofre com a icônica câmera estática, não chega a ser controlada pelo direcional esquerdo, como nos jogos atuais, o que ainda mantém parte do desafio. Contudo, mesmo sem isso, a atualização já é uma ajuda e tanto para aqueles que não estão acostumados ao modelo de movimentação bizarro e obsoleto dos video games antigos.

Jogatina personalizada

É claro que os mais puristas vão preferir os controles tradicionais. E a boa notícia é que eles podem. Controles antigos, controles modernos, aspect ratio 4:3, aspect ratio widescreen... Os desenvolvedores lapidaram o rústico para atrair novatos, mas mantiveram as antigas opções para os graduados da franquia.

É importante dizer também que com essa nova movimentação também ficou mais fácil desviar dos zumbis. Especialmente quando os controles atuais não pedem que você aperte um segundo botão para correr. É só pressionar o direcional e pronto.

 

Especificações
  • Áudio: Inglês
  • Legenda: Inglês
  • Tamanho: 7.4 GB

Trailer
Gameplay
Tipos de Licença

Avalições

Based on 1 review Escreva uma avaliação

Produtos vistos recentemente