Rain

PS3

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Descrição

Depois de Puppeteer, o Japan Studio da Sony lançou o seu segundo título neste ano nessa terça-feira (02). Em rain, os jogadores acompanham a história de um garoto que se torna invisível após sair de casa para ir atrás de uma estranha menina que vê na rua. Desse modo, a sua forma é delineada apenas pela água da chuva que cai incessantemente sobre a cidade.
Ao mesmo tempo em que precisa lidar com esse problema, o garoto descobre que estranhas e agressivas criaturas estão espalhadas pelas ruas da cidade. A partir daí, o menino precisa aproveitar-se de sua nova condição escondendo-se embaixo de toldos e marquises para driblar os perigos que rondam o local. Ao mesmo tempo, ele também parte em busca da garota do início da história, a qual talvez possa oferecer algumas respostas sobre o que está acontecendo.
A premissa singular do jogo talvez possa ser explicada pelo fato de este ser o trabalho mais recente fomentado pelo PlayStation C.A.M.P. (programa da Sony que incentiva novos talentos do Japão e que ano passado originou o esquisitíssimo – e divertido – Tokyo Jungle). Com uma apresentação bastante impressionante, rain certamente causa uma boa impressão. Mas será que seu conteúdo final consegue sustentar as suas promessas?

Apresentação impecável

Enquanto as cenas iniciais e finais de rain são apresentadas em uma série de vívidas e coloridas aquarelas, a jornada do menino invisível se passa em uma cidade, possivelmente situada em algum canto da Europa da primeira metade do século 20, colorida por uma paleta composta quase exclusivamente de tons acinzentados.
Cada esquina e rua contam com um charme de época que, ao som de "Clair de Lune" de Claude Debussy (a peça central da trilha sonora de rain), cria um misto de melancolia e encanto no jogador que viaja embaixo da chuva.
Para ajudar, a história toda é contada sem nenhum tipo de narração ou diálogo audíveis. Em vez disso, o enredo é narrado por textos (em português brasileiro!) apresentados constantemente pelas paredes e pelos muros da cidade à medida que o jogador avança por pontos-chave do jogo – algo que cria o efeito de que se está lendo um livro infantil, destes cujas páginas contam com belas ilustrações acompanhadas de uma ou duas frases cada.

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Diferentemente do livro, no entanto, em que as ilustrações são uma base de apoio para que se possa imaginar a história, rain permite ao jogador passear por elas e vivenciar juntamente com o protagonista todas as suas emoções – em especial o estranhamento por sua nova condição, a alegria de encontrar uma parceira e o desespero frente a todas as ameaças deste estranho mundo.

Conto de fadas (e monstros)

Além de sua apresentação, a história de rain também é um aspecto bastante instigante do jogo. Como não se interessar pelo conto de um menino doente febril que, ao seguir uma garota invisível que passa pela frente de sua janela, acaba também perdendo a sua silhueta?
Contudo, o que parece ser apenas uma história fantástica ganha ares de terror quando o garoto descobre a presença de terríveis criaturas pelas ruas da cidade. Da mesma maneira que o garoto, as bestas são invisíveis e têm seu contorno definido apenas pela água da chuva.
Por sorte, da mesma forma que um gato fica surpreso ao notar que o ponto vermelho luminoso que perseguia pela parede sumiu de repente, as criaturas não conseguem entender o súbito desaparecimento do menino protagonista quando este se esconde sob toldos ou marquises, fazendo com que qualquer proteção da chuva seja um ponto de interesse para resolver os desafios do jogo.

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Ao longo de sua jornada, o jogador vai encontrar uma diversidade destas feras, desde "cachorros" ágeis e velozes até minúsculos seres aparentemente inofensivos, mas que atacam e conseguem derrubar qualquer um que se aproxime.
De todas as criaturas, a mais perigosa é o Desconhecido – um guerreiro gigante viver em função de caças das crianças que estão perdidas pelas ruas da cidade. Enquanto o nível de dificuldade dos puzzles é relativamente baixo, em diversos momentos da aventura a simples aparição do Desconhecido é suficiente para elevar a tensão e iniciar o clima de desespero. Terror puro.

Simples e descomplicado

Sem dúvida, a simplicidade foi uma aposta da equipe de desenvolvimento. Para começar, é extremamente fácil aprender a jogar, uma vez, além dos direcionais, apenas três botões são utilizados (um para correr, outro para saltar e um último para ações especiais, como abrir portas e acionar mecanismos).
O mesmo pode se dizer da mecânica fundamental do jogo, sobre a qual há pouco a se aprender. Ao ficar embaixo da chuva, seu corpo aparece e pode ser visto por outras criaturas. Basta esconder-se para evitar isso, a não ser, é claro, que você tenha pisado sobre uma poça de lama (ou mergulhado nela). Nesse caso, a chuva não é suficiente para lavá-lo, sendo necessário encontrar alguma torrente mais forte ou poças d'água para poder se limpar.
Assim, ao longo dos oito capítulos da história de rain, praticamente todos os desafios baseiam-se nesses aspectos de jogabilidade, mas sempre apresentando variações e novos elementos para evitar que a jornada se torne repetitiva.

 

É necessário reconhecer que rain conta com uma narrativa única e apenas isso já vale a experiência. Elementos como a trilha sonora (centrada principalmente pela emotiva "Clair de Lune") e os textos que narram os eventos ao apresentarem-se em meio ao cenário contribuem para criar um clima de fábula ao game.
A imersão do jogador também é outro aspecto que deve ser elogiado. É praticamente impossível não se importar com o garoto protagonista da história e colocar-se em seu lugar, compartilhando as suas emoções à medida que a sua jornada pela cidade se estende e vivenciando a tensão nos encontros com o Desconhecido.





    Especificações
    • Áudio: Inglês
    • Legenda: Português BR
    • Tamanho: 2,1 GB

    Trailer
     


    Gameplay
     


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