Outlast

PS4

Outlast

Disponibilidade: Em estoque
R$ 32,89

Em Outlast você controla Miles Upshur, um repórter investigativo que segue uma pista relacionada a maus tratos e estranhas experiências acontecendo nos corredores do hospício de Mount Massive, entre as montanhas do Colorado. Upshur decide então investigar o que está acontecendo, armado apenas com uma câmera e um bloco de anotações. Logo ele se vê sendo perseguido por habitantes do local e até aparições, e, sem a capacidade de lutar de igual para igual, deve correr pela sua sobrevivência.
Apesar da premissa cheia de potencial, a história fica mesmo como coadjuvante da experiência e a qualidade da trama chega a pontos questionáveis. O roteiro é repleto de clichês dignos dos primeiros Resident Evil e o final é bem anticlimático. O que vale a pena mesmo é o desenrolar do jogo, recheado com ótimos momentos de tensão.

Menos é mais

Indo na contramão de jogos mais tradicionais do gênero horror, o design de Outlast é montado ao redor de um personagem ágil e um sistema de inventário tão básico que nem devia ter um nome próprio. Todos os itens a disposição do jogador raramente são guardados – fusíveis ou chaves são postas em ação e descartadas em questão de minutos. Com exceção das pilhas para a câmera, que ocupam apenas um mostrador numérico no topo da tela. Miles Upshur em pessoa pode não ser um lutador, mas tem muito mais em comum com os assassinos de Assassin’s Creed do que com os heróis de Resident Evil: o jornalista é versátil na hora do esconde-esconde, capaz de vencer obstáculos, escalar objetos, saltar abismos, se esconder debaixo de camas ou dentro de armários e até se esgueirar em parapeitos.

 

Felizmente, nenhuma das soluções mais práticas do jogo atrapalha o clima de terror de Outlast. Muito pelo contrário: muitos desses aspectos são responsável pelos maiores sustos e inquietações. A respiração pesada e desesperada de Upshur é uma companhia constante, crescendo em tom e acompanhada de seu batimento cardíaco quando um perigo iminente aparece dobrando o corredor. Levantar a câmera e trocar a pilha são ações que demoram tempo. As sombras do herói são projetadas dinamicamente em paredes, e suas mãos repousam contra paredes quando o jogador está em posição de investigar um quarto (os botões Q e E oferecem a chance de bisbilhotar sem ser visto, uma adição útil já que patrulhas inimigas não somem – como em Amnesia – e podem te achar em um piscar de olhos).
Além disso, o ritmo de jogo oferece mais algumas boas ideias: pilhas descartadas são abandonadas para sempre, independente de quanta carga elas ainda tinham, então o jogador é encorajado a gastá-las o máximo possível antes de trocar, convivendo com a piscadela que a câmera sofre quando está com pouca carga. Partes da história são obtidas achando documentos espalhados pelos caminhos alternativos do hospício ou deixando sua câmera em prontidão para capturar momentos grotescos, então estar de olhos abertos o tempo todo é um imperativo. Ah, e leve o aviso que o jogo faz logo no início BEM a sério, porque violência, mutilação e nudez são sim partes constantes de sua viagem por Mount Massive.
E, finalmente, a peça central do horror do game está no fato que você nunca sabe bem o que esperar de seus inimigos, desde quando eles aparecem até se eles vão ou não entrar em combate com você. É inquietante.

 

Checkpoints são distribuidos de maneira inteligente, geralmente te obrigando a encarar sequências inteiras de uma só vez, mas não são livres de defeitos: apesar de dar uma opção de save manual, o jogo sempre retoma de pontos específicos do mapa, guardando apenas os documentos que você pegou no cenário e, estranhamente, preenchendo a barra de energia da câmera toda vez que você recarrega o jogo. É um atalho para os momentos mais tensos do jogo, e tira um pouco do clima de caçar pilhas pelo ambiente.
O audiovisual, como não poderia deixar de ser, é a estrela do jogo, e ajuda (e muito) a aliviar seus defeitos. O jogo emprega alguns truques visuais que favorecem o clima da experiência: muito do cenário, por exemplo, é mergulhado em escuridão absoluta, e é preciso conviver com o fantasmagórico efeito de visão noturna da câmera, que transforma o ambiente em manchas esverdeadas e dá aos monstros e habitantes do hospício um visual ainda mais macabro, com sombras pronunciadas e olhos brilhantes. Já falamos sobre o caráter físico do jogo, mas ter o personagem aparecendo claramente no campo de visão traz um bocado de valor imersivo, essencial para um jogo do gênero.
A trilha sonora e efeitos auditivos pesam mais para Dead Space e Fatal Frame do que para Silent Hill; arranjos mais diretos servem para pontuar momentos de tensão, escalando de forma dinâmica durante sustos e perseguições. É extremamente efetivo, mas sai da sua cabeça tão rápido quanto chega.


 

 Conclusão

O que torna Outlast brilhante é sua premissa extremamente simples: é um jogo sobre um homem, sua câmera e a escuridão. A temática básica foi explorada ao máximo, muitas vezes de maneira surpreendente, auxiliada por um exímio trabalho gráfico e sonoro. Então, se você gosta de um pouco de drama em seu jogo de horror, talvez prefira Amnesia ou Cry of Fear, mas se você quer uma experiência original de gelar o sangue, Outlast é o que você procura.


 
  • Legenda: Português BR
  • Audio: Inglês
  • Tamanho: 4,3 GB
 
 

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