NBA 2k16

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NBA 2k16

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Se o NBA 2K16 fosse comparado a uma partida da história da liga, seria a famosa “Última Dança” de Michael Jordan, em 1998. O Chicago Bulls, então bicampeão, buscava o seu terceiro título seguido. No Jogo 6, em Utah, perdia por um ponto. Até que aos 5.2 segundos do fim, em mais um de seus lances geniais, MJ converte um arremesso, e dá a vitória e mais um título ao seu time.

Arremesso histórico de Michael Jordan é uma bela comparação para NBA 2K16 (Foto: Reprodução/Thiago Barros)

 

Mas o que isso tem a ver com o 2K? Aquele time foi tricampeão, ganhando os títulos de 96, 97 e 98. Mas “A Última Dança” foi a cereja do bolo. É como NBA 2K16. Em 2014, ele só manteve o bom trabalho de 2013. No ano passado, conseguiu crescer. Mas neste ano está incontestável. Michael Jordan se despediu do Chicago naquela ocasião para entrar na história não só do basquete, como do esporte mundial.

Em time que está ganhando, se mexe, sim!

NBA 2K16 é o que melhor aproveita o potencial da nova geração de consoles, tanto graficamente quanto em jogabilidade. A 2K Sports conseguiu evoluir em pontos que já pareciam perfeitos: os controles e o visual do game.

Detalhes do corpo de LeBron James: realismo impressionante (Foto: Reprodução/Thiago Barros)

Há novos comandos de bloqueio (agora nos botões superiores) que facilitam a utilização destas jogadas. Você pode customizar, de forma bem rápida, os movimentos e a posição do bloqueador. Além disso, a movimentação dos atletas está em um nível muito superior a dos jogos anteriores.

Eles preenchem espaços de maneira mais adequada com a realidade, aparecem onde deve mesmo sem mandar, e mostram uma inteligência artificial superior ao tradicional da série – apesar de haver muitas roubadas de bola exageradas e alguns passes errados inexplicavelmente.

Game ganhou novos comandos de bloqueio no ataque (Foto: Reprodução/Thiago Barros)

Tudo parece estar mais real – o que é até difícil de explicar, tendo em vista que em NBA 2K15 tínhamos a impressão de que o game havia atingido o seu máximo. Os tocos, as disputas de bola corpo a corpo, os passes com firulas, os dribles, a mecânica do seu arremesso: tudo está próximo de um jogo de verdade.

O famoso arremesso do Black Mamba Kobe Bryant (Foto: Reprodução/Thiago Barros)

Em NBA 2K15, os gráficos eram bem bonitos, mas o jogo tinha ainda um aspecto de game. Em NBA 2K16, quem olha a câmera aberta da transmissão, sem dúvida, pode confundi-lo com um jogo de verdade. É como a introdução do Madden NFL 16, porém durante todo o jogo, não somente em uma cutscene.

Introduções das equipes são bem legais no novo NBA 2K (Foto: Reprodução/Thiago Barros)

A quadra tem reflexos idênticos aos de ginásios reais, a torcida ganhou mais vida e até mesmo os corpos dos jogadores e uniformes têm texturas mais detalhadas. Nas cenas mais de perto, especialmente diálogos do modo carreira, o aspecto “game” ainda é uma realidade, mas no in-game, a qualidade de imagem chega a ser impressionante.

“Livin’ Da Dream”

Viver o sonho de ser um jogador da NBA é a temática do modo MyCareer deste ano em NBA 2K. A história do seu personagem agora tem contornos cinematográficos, graças à assinatura de Spike Lee, lendário diretor de cinema que é o responsável pelo enredo que se desenvolve na sua carreira.

Spike Lee fez roteiro do modo carreira do novo NBA(Foto: Reprodução/Thiago Barros)

O roteiro é interessante e conta a trajetória de um jovem dos conjuntos habitacionais do Harlem em busca do sonho de jogar na NBA. Tudo muito bacana, se o slogan do game não fosse “Seja a história”. Na verdade, você não vai poder contar a sua história, nem mesmo decidir muita coisa.

O que acontece, de fato, é colocar seu rosto no boneco e ponto final. O roteiro é pronto e você decide somente onde vai jogar no high-school e na faculdade. Sua família é sempre a mesma (o que gerou muita polêmica nos Estados Unidos, pois todos são negros, mesmo se seu personagem for branco).

Esta é sua família em Livin Da Dream (Foto: Reprodução/Thiago Barros)

No jogo em si, a mecânica é a mesma. Você controla somente seu jogador e tem que ir melhorando a cada jogo para chegar longe na NBA. A diferença é que tudo começa em uma liga colegial, depois você decide em qual faculdade quer jogar e só então tem uma oportunidade no draft da maior liga de basquete do mundo. Os primeiros anos são mais para “cumprir tabela” no roteiro do “filme”, com cenas de diálogos quase a cada jogo.

Após ser draftado, você vai para a NBA (Foto: Reprodução/Thiago Barros)

O nível de dificuldade está bem alto. Como a jogabilidade mudou e a parte tática está ainda mais apurada, é preciso ter técnica para se dar bem na NBA. Afinal, apesar de sair cedo da faculdade, você entra com a classificação geral de apenas 55 pontos, o que é muito pouco. É necessário treinar muito para se dar bem (ou então comprar VC e investir na melhoria do seu personagem).

Após a primeira temporada, você pode mudar de time (Foto: Reprodução/Thiago Barros)

Um ponto bem legal do novo modo carreira é que o jogador tem uma quadra própria e pode personalizá-la com as moedas VC (Virtual Currency) que ganhar nos diferentes modos de jogo do game. Piso, paredes, tabelas, aros: tudo é personalizável. E, claro, você pode chamar seus amigos para jogarem uma partidinha por lá.

Novos times históricos e melhorias online

Nos outros modos de jogo, poucas alterações, mantendo o que já é sucesso – como MyGM (que é um modo de administração de uma equipe), MyPark (para jogar street contra jogadores de todo o mundo) e o MyTeam (o equivalente ao Ultimate Team do Madden e do FIFA, por exemplo). Tudo segue como antes, com uma variedade bem grande do que fazer para quem compra o game.

Streetball online em 2K16 está ainda mais legal (Foto: Reprodução/Thiago Barros)

Os destaques ficam por conta dos novos times históricos – como os times do Miami Heat de 2006, com Dwyane Wade e Shaquille O’Neal, e 2013, com o Big Three de Wade, Bosh e LeBron James, ambos campeões da NBA, assim como o Boston Celtics de Paul Pierce e Kevin Garnett, de 2008. Mas também há adições de bons times que não ganharam uma taça, como o Suns comandado de Nash em 2005 e o Cavs de LeBron em 2007.

Estas equipes “mais novas” se juntam a outras equipes “antigas” que já vinham no game desde outras edições, como o Philadelphia de 2001, com Allen Iverson, o Lakers que se sagrou tricampeão de forma consecutiva com Kobe Bryant e Shaquille O’Neal, e claro, o Chicago Bulls da “Última Dança” de Michael Jordan, além de times ainda mais antigos, e com lendas dos anos 60, 70 e 80.
Shaq no Miami e KG no Boston: duelo de times históricos (Foto: Reprodução/Thiago Barros)

Mas para quem é competitivo, um ponto fora da curva de evolução do 2K nos anos que se passaram era o online. Dificuldades de conexão e quedas de servidores causavam dores de cabeça aos jogadores. Porém, isso parece ter mudado em 2K16. Nos testes realizados pelo TechTudo, tanto os modos ProAM e MyPark como os jogos “normais” funcionaram bem online.

A apresentação do jogo também está muito bonita. Os menus não são mais confusos como em algumas edições anteriores, os gráficos dos comentaristas nas aparições – agora também após os jogos, além de antes – e até as entrevistas de jogadores, durante e depois das partidas, estão muito bem trabalhadas.

Até comentaristas estão super bem detalhados (Foto: Reprodução/Thiago Barros)

A trilha sonora, que tem até uma faixa do rapper brasileiro Emicida, é um show à parte, com assinatura do famoso DJ Khaled, o nome mais famoso dentre os DJs do hip-hop americano. A narração dos jogos, tanto em termos de timing como de tipos e variedade das frases, também é muito boa.

Menu do jogo está muito bem feito (Foto: Reprodução/Thiago Barros)

Mas ainda falta a opção "português" como idioma. Se não para narração, pelo menos para as legendas e os menus. Afinal, existe um trabalho de aproximação com os fãs brasileiros sendo feito pela NBA, com jogos contendo os times do nosso país nos Estados Unidos e vice-versa. 

Conclusão

NBA 2K16 é o mais próximo da perfeição que um game esportivo já chegou. É um jogo completo. Online, offline, single player, multiplayer. Com aspecto gráfico incrível, a jogabilidade permite uma simulação perfeita de basquete, o modo carreira é dirigido por Spike Lee e a trilha sonora tem assinatura de DJ Khaled.

De todos os ângulos, NBA 2K16 é um grande jogo (Foto: Reprodução/Thiago Barros)

Proporciona uma experiência incrível para o jogador em diversas áreas. A cada ano, a série da 2K Sports parece fazer o impossível e melhora características que já eram ótimas. E desta vez não foi diferente.

 

  • Legenda: Inglês
  • Audio: Inglês
  • Tamanho: 8.1 GB

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