Killzone Shadow Fall

PS4

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Descrição

A lista de jogos de lançamento do PlayStation 4 não é muito grande, mas, entre os poucos games que foram lançados, Killzone: Shadow Fall certamente é um dos nomes mais importantes. Não apenas por se tratar de um game de uma franquia conhecida, mas principalmente por ser o maior exclusivo do início da geração.Tendo essa premissa como base, podemos dizer que a Guerrilla Games tinha uma grande responsabilidade em mãos, porque além de desenvolver um título que desse sequência à série, a desenvolvedora deveria pensar em um jogo capaz de demonstrar o verdadeiro potencial do PlayStation 4.
Para dar continuidade à história, a desenvolvedora fez um gancho direto entre o terceiro jogo da franquia e o novo Shadow Fall. Apesar disso, devemos levar em conta que o título do PS4 foi desenvolvido na correria, o que nos deixa com certo receio.
Seja como for, avaliamos os diferentes modos de jogo, as novidades, os gráficos e os demais detalhes para conferir se o novo Killzone é realmente essencial para os gamers que apostaram no PlayStation 4. Se você está considerando comprar o novo console da Sony, a leitura desta análise pode ajudar na sua decisão.

Uma premissa muito boa

Conforme comentamos acima, Shadow Fall prefere manter os pés no chão e usar diversos elementos que já foram usados em jogos passados da série. O enredo do novo Killzone é baseado nos acontecimentos finais de Killzone 3, quando o planeta Helghan foi destruído e o povo Helghast foi levado para viver no planeta Vekta.
Quem acompanha a série de longa data sabe bem que esses povos nunca se deram bem, mas sem ter muita opção a Aliança Estratégica Interplanetária (ISA) se obrigou a colocar os Helghasts para viver junto aos Vektans. Para evitar conflitos, a solução foi separá-los por um muro (como aquele da Alemanha na Guerra Fria), mas é claro que a situação saiu de controle.
Para tentar manter a paz, a VSA Shadow Marshal (uma organização da ISA que protege os Vektans da capital) entra em cena. No meio dessa história, temos Lucas Kellan, personagem principal que é um agente da VSA Shadow Marshal. Sua principal responsabilidade é proteger os dois lados, evitando que os Helghast ataquem os Vektans, mas, acima de tudo, ele deve combater o grupo terrorista Black Hand.

 Killzone Shadow Fall  (Foto: Divulgação)

Kellan é um personagem que foi apresentado neste jogo, sendo que no começo da história acompanhamos o garoto perdendo seu pai, situação em que vemos Thomas Sinclair (futuro diretor da VSA) adotando o menino como seu filho. Todo o restante do enredo é baseado nos conflitos, ocasiões em que Lucas deve intervir e realizar as missões.Assim, temos um jogo que capta algumas referências da série, mas que consegue ser independente ao usar novos personagens, novo ambiente repleto de cenários a serem explorados e a possibilidade de introduzir missões diferenciadas.

Todo o poder do PlayStation 4

Killzone: Shadow Fall nos leva a conhecer diversos cenários inusitados em Vekta. Visualmente, o jogo é bem diferente daqueles que vimos previamente, explorando ambientes diversificados e mais coloridos. Florestas, favelas, praças, estações de trem, locais destruídos, naves espaciais e muitos outros ambientes fazem parte da proposta da Guerrilla.
Aproveitando essa variação de missões e situações, a desenvolvedora pôde demonstrar todo o poder do PlayStation 4. Os visuais de Shadow Fall são absurdamente impressionantes, sendo superiores a quase tudo o que já vimos no PS3.

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Texturas em alta definição, iluminação global bem aplicada, efeitos climáticos com mudanças constantes, sombras bem exploradas, perfeição nos modelos dos personagens e resolução Full HD fazem parte do pacote. Na questão gráfica, o jogo mostra que faz parte da nova geração, dando atenção aos mínimos detalhes e chegando quase ao nível de Crysis 3 para PCs.

Mesmo com gráficos exuberantes, uma quantidade absurda de elementos com texturas caprichadas, muitos adversários na tela e explosões para todo lado, Shadow Fall aproveita o hardware do PlayStation 4 e não apresenta problemas de desempenho. Não vimos quedas de frames, há pouco serrilhado e raros defeitos visuais.

Criando uma experiência mais rica

Como estamos tratando de um novo console com novo gamepad, a Guerrilla teve de bolar uma forma de aproveitar os novos controles. Basicamente, os gatilhos tiveram suas funções trocadas, deixando o game alinhado com outros FPS e facilitando a vida do jogador, mas ainda é possível usar o esquema clássico do Killzone.
A grande novidade do DualShock 4 é o touchpad, o que forçou a desenvolvedora a atribuir funcionalidades do drone (um robozinho para ajudar no combate e na interação com as máquinas) a esta área sensível. Ao deslizar o dedo do centro para as extremidades, você determina o que o drone deve fazer. É bem fácil de aprender e muito útil!

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A trilha sonora de Killzone: Shadow Fall também merece elogios. A música principal foi feita no capricho e há músicas ideais para cada situação. Há alguns sons que dão muito a impressão de que estamos visitando (e realmente estamos visitando) um novo planeta. É o tipo de trilha ideal para um jogo de ficção espacial.

A dublagem combinou perfeitamente com os personagens e ficamos contentes em ver que o jogo aproveita os alto-falantes do controle de forma inteligente. Os demais sons de tiroteio, bombas, naves e todo o tipo de recurso auxiliar também dão aquele impulso extra para colocar o jogador na zona de matança.

 Killzone: Shadow Fall é o primeiro game de tiro da nova geração (Foto: Divulgação) (Foto: Killzone: Shadow Fall é o primeiro game de tiro da nova geração (Foto: Divulgação))

Um multiplayer fantástico

A campanha de Killzone: Shadow Fall segue um ritmo fraco, mas a Guerrilla não deixou o jogo perder seu foco do tiroteio. Pensando na nova geração e na quantidade de jogadores que adoram um bom multiplayer, a desenvolvedora apostou suas fichas no modo multiplayer.
Os modos de jogatina disponíveis são muito divertidos e garantem desafios para todos os tipos de gamers. Seja no modo deathmatch com até 24 players, no modo de vida única ou no modo “Hellcore” (pouca vida, pouca munição, sem drones), Shadow Fall incentiva o jogador a viver o drama dos dois lados da guerra no planeta Vekta.
Os mapas para esse tipo de jogatina são baseados nos cenários da campanha single player. Apesar de serem pequenos (quem jogou BF4 não vai se surpreender), os ambientes do multiplayer contam com muitos esconderijos, campos para grandes batalhas e cantos para preparar armadilhas.
Em nossos testes, o desempenho durante as partidas online foi satisfatório. Não tivemos queda de conexão, problemas com a renderização dos gráficos ou lags na conexão. Há diversos objetivos a serem realizados, muitas opções de cenários e possibilidades de personalização. Certamente, este modo pode ser o grande trunfo do game.

  

Especificações
  • Legenda: Inglês
  • AudioInglês
  • Tamanho: 36,1 GB

Trailer
 Gameplay
 
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