Dead Space 2

PS3

Dead Space 2

Disponibilidade: Em estoque
R$ 21,89

Por dentro do game

Sem dúvidas, o que mais chama a atenção em Dead Space 2 é a sua atmosfera. Quem experimentou o primeiro game da série sabe que é praticamente impossível não ficar tenso durante a jogatina. Felizmente, essa tensão só aumenta sua diversão, assim como a vontade de continuar desfrutando do game para saber qual é a próxima surpresa.

Dead Space 2 consegue melhorar o que já beirava a perfeição. O clima pesado já pode ser sentido na própria história do game, que traz algumas reviravoltas bacanas e mais profundidade à personalidade do lendário engenheiro Isaac Clarke, o protagonista da série.

Mas, e quem nunca teve a oportunidade de jogar o primeiro game? Ficará perdido? Felizmente, a Visceral Games trouxe uma solução interessante para aqueles que ainda não tiveram a chance — ou a coragem — de enfrentar os Necromorphs em Dead Space.

Essencialmente, a sequência oferece uma espécie de retrospectiva por meio de um formato bem semelhante ao que vemos em seriados televisivos. Para acessá-lo, basta iniciar o modo single player e selecionar a opção “Previous on Dead Space” (Anteriormente em Dead Space). Ao clicar na frase, vocoê confere um vídeo explicando o essencial da trama do primeiro jogo.

Mesmo com alguns spoilers inevitáveis, quem não conferiu o jogo original fica totalmente por dentro do que está por vir na sequência. Uma excelente ideia da Visceral Games e que, com certeza, deveria ser adotada em todos os jogos dotados de sequências.

Azarado é pouco

Logo depois de conferir a retrospectiva, você está pronto para conhecer os fatos que compõem Dead Space 2. A trama do segundo jogo consegue gerar uma experiência ainda mais tensa que no primeiro. No game, Isaac Clarke é resgatado após permanecer preso por três anos. O jogador não está mais na Ishimura, a nave que é o ambiente principal do original, mas sim em uma espécie de colonização humana que permanece orbitando em Saturno.

Supostamente, a infecção dos Necromorphs estaria acabada, não é mesmo? Se não fosse Isaac Clark, talvez um dos caras mais azarados dos games, não teríamos problemas. Mas, de algum modo, a invasão dos monstrengos também acontece no local. Isaac é acordado subitamente e o jogador apenas observa enquanto um companheiro tenta salvá-lo.

E se não fosse Isaac que estivesse preso, provavelmente tudo ocorreria bem. Contudo, seu companheiro acaba sendo empalado por um Necromorph e se junta às mutações. Seu salvador se tornou um inimigo, e ele está bem na sua frente. Pois é. Isaac consegue se soltar, mas ainda temos um problema: o personagem veste uma camisa de força.

Resumindo: você acorda num local infestado por Necromorphs com garras afiadas, preso em uma camisa de força e sem saber para onde prosseguir. Achou muito? É melhor ir se acostumando. A tensão em Dead Space 2 é constante.

O fato é que o game consegue desenvolver a trama dando muito mais profundidade aos personagens e aos eventos. Isaac, por exemplo, agora mostra seu rosto e conversa bastante, ao contrário do primeiro game, no qual o protagonista era desconhecido e só ouvíamos gemidos e gritos.

Mas, nesses três anos, Isaac desenvolveu vários problemas que perturbam sua mente. Depois de ter passado por tudo o que aconteceu em Dead Space, Isaac definitivamente não é mais o mesmo. Muitos traumas assombram o jogador e isso, obviamente, contribui bastante para a atmosfera do game.

Além dos sustos e surpresas nada agradáveis gerados pelos Necromorphs, o jogador também convive com os problemas e pesadelos do protagonista. Alucinações, visões misteriosas e a eterna assombração de sua ex-namorada (atenção para spoiler: falecida no primeiro game) só complicam ainda mais a vida do engenheiro. É claro que isso torna a experiência muito mais dinâmica, dando um tom ao estilo Silent Hill para o game.

Até mesmo a maneira como os personagens se expressam foi melhorada. Além de uma animação mais bacana e marcante, as relações são muito mais interessantes, fazendo com que o jogador acabe até desenvolvendo afeto ou inimizade com as demais personalidades.

Digno de Hollywood  

Para aprimorar ainda mais a imersão do jogador com o game, a Visceral Games decidiu inserir alguns momentos que parecem ter vindo diretamente das super produções de Hollywood. Não se assuste se seu queixo quase tocar o solo em determinados eventos de Dead Space 2.

O título esbanja momentos em que o jogador participa das cenas de corte. Muitas delas acompanham a tradição do game, gerando surpresas alucinantes quando você acha que tudo estava ficando tranquilo. Nesses momentos, você deve fazer exatamente o contrário do que acontece na maioria dos games: não largue o controle.

Você dificilmente assume o papel de mero espectador em Dead Space 2. Quando as cenas acontecem, elas normalmente trazem ainda mais problemas para o jogador. Em uma delas, por exemplo, Isaac está dentro de uma espécie de metrô. A jogabilidade está normal, com a câmera no esquema “sobre os ombros” e a mira centrada na tela. Subitamente, inicia-se uma cena de corte, na qual o trem é sacudido e Isaac faz de tudo para não ser arremessado para longe.

O protagonista então começa a deslizar vagão abaixo e é aí que você entra. A mira volta a aparecer na tela, obrigando o jogador a interagir para não virar café da manhã dos Necromorphs. O gamer tem então que atirar nos inimigos, controlando a mira com o direcional direito (ou mouse, na versão para PC).

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O bacana é que Dead Space 2 sempre consegue surpreender ainda mais. Depois de escaparmos do vagão, nós já estávamos com o coração saindo pela boca. Mas, em vez de uma aterrissagem tranquila, Isaac acaba pendurado de ponta-cabeça. O resultado? Você se sente como uma isca perfeita para uma multidão de Necromorphs.

Depois de tudo isso, Isaac consegue se soltar. Mas a cena ainda não acabou. Surge então um monstro gigantesco, destruindo os vagões e pronto para dar um fim no engenheiro. Novamente, o jogador deve continuar com o controle em mãos, usando a mira e a precisão para atirar na parte amarela que brilha em um dos membros do monstrengo. Agora, nos diga, por que ainda não temos um filme de Dead Space?

A experiência é tão cinematográfica que não temos nem mesmo o famoso HUD (as informações que aparecem na tela). Isso cria uma sensação de imersão muito maior e definitivamente é perfeito para a atmosfera que Dead Space 2 busca trazer. Quando o jogador deve navegar por menus, como o inventário, por exemplo, eles aparecem como hologramas, e a ação não é pausada — sim, você pode ser atacado enquanto vê qual é seu próximo objetivo.

Mandando bala

Isaac Clarke pode até ser um engenheiro, mas o cara manda muito bem quando o assunto é tiroteio. Dead Space 2 traz um sistema de combates praticamente idêntico ao do primeiro jogo. Essencialmente, você não deve simplesmente mirar na cabeça para acabar com a raça de seu inimigo. Os Necromorphs são seres bizarros e só são mortos quando desmembrados.

Sendo assim, aproveite suas armas improvisadas para arrancar braços, pernas e cabeças. O capricho da Visceral Games gera uma jogabilidade extremamente satisfatória nos momentos de combate. Mirar e atirar é fácil, e o jogador conta com ataques corporais para finalizar o oponente quando as coisas apertam.

Em seu arsenal, temos armas que já estavam disponíveis no primeiro game, como a Plasma Cutter, que é como a pistola padrão do título. Além disso, há a Line Gun, que possui uma função semelhante à arma padrão, mas com mais abrangência nos projéteis e potência. Boa parte das armas conta com uma função secundária, que pode ser um tipo de tiro diferente ou outra habilidade.

Quanto aos novos brinquedinhos, Dead Space 2 também traz várias opções interessantes.Para ilustrar, temos exemplos como a Detonator, que lança minas e pode facilmente acabar com um grupo enorme de Necromorphs. Fora ela, o jogador também encontra a Javelin, um poderoso rifle que lança estacas e é capaz de transformar qualquer inimigo em um belo quadro sangrento.

Para aprimorar a experiência, Dead Space 2 traz alguns elementos de RPG à sua fórmula. Fazer upgrades em suas armas é algo necessário, mas que exige certa estratégia. O jogador conta com as famosas árvores de habilidade e deve usar cautelosamente seus Power Nodes para preencher as lacunas e desbloquear novos recursos para suas armas. É praticamente impossível deixar sua arma com todos os atributos no máximo na primeira vez em que você termina o jogo.

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Temos ainda várias lojas espalhadas pelas fases. Nela, você pode comprar novos itens, vender o que deseja e guardar o que não está sendo utilizado. É aqui que você também troca de traje e tem a chance de adquirir novas armas.

Economize bem o seu dinheiro — que pode ser encontrado espalhado pelo ambiente e também nos inimigos —, pois a munição é escassa e você provavelmente vai precisar gastar uma grana para poder se manter vivo.

Felizmente, existe outra opção para quem está sem munição. O Kinesis, uma espécie de poder de telecinese, agora está evoluído, permitindo que o jogador agarre lanças e até mesmo garras de oponentes e utilize-as como armas. É como se Isaac fosse um Jedi e usasse a Força para segurar um objeto e lança-lo no inimigo.

O Stasis também volta a marcar presença no game, permitindo que o jogador congele seus oponentes para finalizá-los com mais calma. Algo essencial para momentos em que tudo parece perdido.

Usando a cabeça

Dead Space 2 é um game essencialmente linear. Há pouca exploração e você nunca ficará perdido, graças a bússola moderna que indica exatamente onde você deve ir para prosseguir. Os objetivos resumem-se em ir do ponto A ao ponto B. Durante a jogatina, você até encontra alguns quebra-cabeças, no qual Isaac mostra que não é chamado de engenheiro à toa.

O jogador tem de reparar estações elétricas através de minigames que utilizam o analógico para encontrar o ponto exato da solução. Fora isso, temos os famosos momentos de gravidade zero, que também apareciam no primeiro game.

Aqui, entretanto, a jogabilidade é diferente. Em vez de apenas ir de um ponto ao outro quando a gravidade é nula, você literalmente voa pelo espaço, explorando livremente os ares com a ajuda dos propulsores equipados ao traje de Isaac.

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Um remédio para os olhos e ouvidos

Felizmente, Dead Space 2 traz uma engine que consegue acompanhar toda a ousadia da equipe de direção de arte. Com isso, temos como resultado um game com gráficos bonitos e estáveis. Não há queda na taxa de quadros por segundo, mesmo nos momentos mais intensos.

Isso permite que o jogador observe com qualidade os variados ambientes do título, assim como cada detalhe dos monstrengos e de tudo que compõe as cenas. Quanto ao áudio, Dead Space 2 dispensa comentários. Simplesmente uma das melhores trilhas incidentais e ruídos já vistos na história dos games. Escutar passos e rugidos de monstrengos por toda a parte só aumenta a intensidade da experiência, que é regada com a dose certa de efeitos sonoros do início ao fim. Sensacional.

As versões para Xbox 360 e PlayStation 3 são praticamente idênticas. Não há como julgar qual é superior, existem algumas diferenças, mas nenhuma delas interfere na qualidade. A Visceral Games fez um dos melhores ports desta geração, trazendo um desempenho praticamente igual e para nenhum fanboy colocar defeitos.

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Quebradeira em grupo!

Como se não bastasse toda a excelência do modo para um só jogador, Dead Space 2 também traz a possibilidade de jogar em multiplayer. Esse modo permite que até oito pessoas, divididas em dois times, se acabem em conflitos entre humanos e Necromorphs ao melhor estilo Left 4 Dead.

Cada uma das raças conta com objetivos distintos. Os humanos, por exemplo, devem acessar terminais específicos, carregar itens ou então destruir artefatos especiais. Já os Necromorphs contam com uma missão aparentemente mais simples: aniquilar os companheiros de Isaac.

Em jogo, a experiência é bacana. Todos os humanos se comportam como Isaac, com armas e a possibilidade de aprimorar suas habilidades. Os Necromorphs, por outro lado, são divididos em quatro classes diferentes, cada uma com suas habilidades específicas.

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No lado dos monstrengos, temos os Pack, que são como crianças abomináveis capazes de se movimentar rapidamente e com um alto poder de ataque corporal. Há também os Lurker, que são pequenas criaturas com tentáculos capazes de lançar ferrões e escalar paredes. Os Puker vomitam nos humanos e os tornam mais lentos. Por último, temos os Spitter, que cospem, batem e são um verdadeiro terror para qualquer engenheiro espacial.

O multiplayer mantém a intensidade do modo para um só jogador. Embora os modos sejam limitados, existem vários mapas distintos e a possibilidade de aprimorar seu personagem pode deixar a experiência ainda mais atraente.

 

  • Áudio: Inglês
  • Legenda: Inglês
  • Tamanho: 10.1 GB
 

 

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