DCM Devil May Cry

PS3

DCM Devil May Cry

Disponibilidade: Em estoque
R$ 21,89

Mudanças são sempre um processo complicado, embora muitas vezes necessário. Como reformular uma ideia sem descaracterizá-la ou estragar tudo aquilo que já foi feito até então? Com jogos, isso é ainda mais complicado, já que os fatores apelo comercial e base de fãs entram na equação para deixar o trabalho dos responsáveis por essas reformulações ainda mais difícil.
E foi exatamente esse o desafio que a Ninja Theory aceitou ao assumir o desenvolvimento de DmC: Devil May Cry, o game que iria "atualizar" o universo que colocou Dante e Vergil no panteão dos personagens icônicos. No entanto, com uma série de propostas ousadas — incluindo um novo visual para o protagonista —, a empresa teve de encarar a ira dos fãs, que reagiram muito mal aos novos conceitos.
Porém, isso não fez com que o projeto fosse reestruturado. Acreditando em sua ideia, a produtora deu continuidade ao polêmico reboot, que finalmente chega ao PlayStation 3 e. E contrariando todas as previsões pessimistas, o novo game não apenas consegue fazer jus a tudo aquilo que a série Devil May Cry apresentou até agora como ainda melhorou muitos aspectos, trazendo um jogo incrivelmente divertido e frenético.
Quase como um tapa na cara dos “xiitas”, o novo Dante vem para mostrar que nem todas as mudanças são motivo para pânico e que há boas intenções por trás do novo penteado.

As armas de um caçador de demônio

A primeira grande novidade de DmC é a evolução dada ao sistema de combate tão único da franquia. Por mais que ainda seja possível intercalar o uso de espadas e armas de fogo, você não precisa mais se preocupar em gerenciar os itens equipados, priorizando um ou outro. Neste game, todo seu arsenal está a seu dispor a um único botão de distância.

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Isso acontece porque todas as armas que Dante encontra ao longo de sua jornada para derrotar o rei dos demônios, Mundus, são variações da espada Rebellion. A partir do momento em que ele toma consciência de sua natureza como Nephilim, sua lâmina também evolui e passa a assumir novas formas, como a de um machado demoníaco e a de uma foice angelical.
Mas é na jogabilidade que essa novidade mais faz diferença. Como seu arsenal faz parte de um único objeto, fica muito fácil fazer a troca no meio de um combate — o que cria uma mecânica de batalha muito intensa e incrivelmente frenética. Você pode estar desferindo suas espadadas quando, com um único botão, usa as luvas do inferno para criar golpes mais poderosos ou se aproveitar da amplitude de lâminas sagradas para fatiar alguns monstros. O mais interessante é que, para dar uma variedade maior aos movimentos de Dante e evitar que a ação se tornasse repetitiva, a Ninja Theory se preocupou em adicionar um elemento que torna DmC: Devil May Cry muito mais desafiador: combates aéreos.

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Como o jogo traz um sistema de pontuação baseado na variedade de seus combos, sair do solo é uma ação fundamental para conseguir o melhor ranking ao final de cada capítulo. E isso não poderia ser feito de uma maneira mais simples, já que você consegue enviar os demônios inimigos para os ares com um único botão e continuar sua sequencia avassaladora lá do alto. Tudo é tão fluido e brutal que é impossível não ficar boquiaberto ao final de algumas lutas.

Aprendendo a ser um Nephilim

Um dos principais desafios de um jogo de ação com foco no Hack 'n' Slash é a criação de um sistema em que o combate é realmente variado, e não apenas um esmagar de botões do começo ao fim da aventura. E, nesse quesito, DmC: Devil May Cry se sai muito bem.

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A Ninja Theory conseguiu aliar o uso de múltiplas armas a um processo que estimula o jogador a experimentar combinações diferentes de golpes a cada luta. E não se trata apenas da pontuação ao final de cada capítulo, mas de algo muito mais sutil que isso.
O game traz uma curva de aprendizado muito convidativa, fazendo com que você realmente aprenda todos os segredos de um caçador de demônios a ponto de conseguir realizar movimentos que você considerava impossível. Tudo isso porque ele se preocupa em apresentar detalhadamente o funcionamento de cada recurso, mas sem soar didático e enfadonho.
Quando você obtém uma nova arma, o título faz questão de incentivá-lo a explorar todo o potencial da novidade e a criar novas combinações — o que deixa tudo muito mais atraente. Por mais que você não seja alguém que decore todas as combinações de botões, DmC vai estimulá-lo a fugir dos movimentos-padrão em busca de algo menos ortodoxo, o que torna cada confronto um espetáculo ímpar.

Mudanças não tão apocalípticas

Quando a Ninja Theory apresentou o novo conceito de Dante, muitos fãs esbravejaram e torceram o nariz. Afinal, por que um personagem tão emblemático precisava ser reconstruído tão radicalmente? E por mais que o herói de cabelos brancos ainda viva em nossos corações, sua nova interpretação faz bonito em sua estreia.

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O protagonista foi totalmente refeito, seja em seu visual — que passou a ser mais agressivo, com uma pegada quase punk — ou em sua própria personalidade. Por mais que o bom humor em suas falas esteja ali, ele se torna mais ácido, e as próprias ações mais "revoltadinhas” tornam a nova versão muito mais interessante. O ótimo serviço de animação apenas aprofunda essa característica, tornando suas ações mais reais.
Além disso, o enredo e a composição daquele universo também foram reformulados. O protagonista agora é um Nephilim, filho de um demônio com um anjo, e sua relação com Vergil é completamente diferente daquela que vimos na série original, uma vez que agora eles atuam em conjunto contra o domínio de Mundus.
E antes que as reclamações retornem, esse conceito funciona muito bem dentro do proposto e consegue trazer uma profundidade narrativa muito maior do que aquilo que vimos nos jogos anteriores — com algumas situações um tanto quanto exageradas inseridas apenas para “chocar” e polemizar, mas nada que tire o brilho geral.
E o final é tão incrível e empolgante que todas as acusações de que DmC era uma ofensa aos jogos originais caem por terra. Se você é fã da série, saiba que é impossível não se animar com a possibilidade de uma sequência.

Arte dos infernos

Esqueça a representação clássica do inferno: o mundo demoníaco de DmC: Devil May Cry é um espetáculo aos olhos em diversos aspectos. Por mais que os gráficos não sejam nada extraordinários — mantendo o padrão razoável da Capcom —, a direção artística da Ninja Theory consegue elevar o nível de qualidade e ainda ocultar alguns defeitos.

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Como o jogo se passa em dois mundos alternativos, o real e o dos demônios, a produtora optou por adotar um estilo visual bem marcante para caracterizar essa nova realidade e dar vida ao Limbo. Para isso, nada melhor do que cores vibrantes muito bem distribuídas, quase como em uma pintura.
E mais do que transformar o plano astral em uma obra de arte, as cores fortes também servem para maquiar alguns problemas técnicos, uma vez que a alta saturação dos tons quentes consegue minimizar as falhas e ressaltar aquilo que há de melhor.
O design foi outro grande acerto do estúdio. Além de conseguir criar inimigos realmente diferentes e com visuais realmente infernais, o desenho da própria cidade impressiona. A ideia de um local literalmente vivo — que luta para matar o protagonista — funciona muito bem graças às constantes transformações, que dão um dinamismo maior à ação, fazendo com que, mesmo com a linearidade das missões, o jogador não se sinta preso a uma única rota.
E para finalizar o pacote, temos uma trilha sonora tão intensa quanto o game embalando cada espadada de Dante. Ao som de bandas como Noisia e Combichrist, DmC: Devil May Cry mostra que não há nada melhor do que retalhar alguns demônios ao som de rock ‘n’ roll.

    • Áudio: Inglês
    • Legenda: Português BR
    • Tamanho: 6,6 MB
     


     


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