Call of Duty: Black Ops 2

PS3

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Descrição

Trama envolvente

A grande arma que Call of Duty: Black Ops 2 tem para enfrentar concorrentes como Medal of Honor: Warfighter, Battlefield 3 e o próprio Modern Warfare 3 é a sua trama. Apesar de ter como tema ataques terroristas que se desenrolam em escala global, algo que não é exatamente uma novidade para o gênero, a maneira como o game desenvolve personagens e explora situações faz com que ele não se assemelhe com nada disponível atualmente nas lojas.

 

A história do título, que se desenrola em um período de 40 anos, tem como protagonistas Alex Mason (do primeiro Black Ops) e seu filho, David Mason. Enquanto o primeiro deve enfrentar missões que têm como cenários locais como o Panamá e a Nicarágua dos anos 80, o segundo nos apresenta a um 2025 fictício, no qual tecnologias como aviões não tripulados e roupas que garantem invisibilidade temporária são empregadas em larga escala pelas forças militares dos Estados Unidos e da China.
Pai e filho têm um inimigo em comum: Raul Menendez, terrorista nicaraguense responsável pela criação do grupo “Cordis Die”. Além de efetuar ataques diretos às principais economias do mundo, a organização usa o poder de redes sociais e de sites como o YouTube para angariar novos seguidores e passar a falsa imagem de salvadores do mundo moderno.

 

Apesar de o início da história parecer um pouco confuso, não demora até que você se veja preso na trama contada pelo jogo. Destaque especial deve ser dado para o vilão, cujas motivações são explicadas de forma detalhada durante o game, incluindo momentos em que é preciso tomar controle de suas ações para prosseguir.
A maneira envolvente como o roteiro de Black Ops 2 se desenrola faz com que ele se destaque em meio a um gênero repleto de personagens bidimensionais cujos antagonistas são igualmente simplistas. O fato de o jogo apresentar finais substancialmente diferentes entre si dependendo de certas decisões tomadas por você também colabora para dar peso às suas ações, servindo como uma ótima desculpa para você voltar à campanha principal múltiplas vezes.

Multiplayer aprimorado

Apesar de não representar nenhuma revolução em relação ao que foi visto nos títulos anteriores de Call of Duty, o multiplayer de Black Ops 2 chama a atenção por trazer uma série de melhorias a uma fórmula já consagrada. A principal mudança ocorre no sistema de “Perks” (Vantagens), que agora deixam de ser associadas a um personagem em específico, ganhando uma maior versatilidade através do sistema “Pick 10”.

 

Ao configurar seu personagem, você pode escolher um total de 10 melhorias que ele vai trazer para o campo de batalha, que incluem desde habilidades especiais como recarregar mais rápido até uma série de acessórios para suas armas de fogo. Novas opções de personalização são destravadas conforme você ganha experiência em partidas contra outros jogadores, porém nunca é possível equipar mais de uma dezena de perks.
Mais do que limitar os jogadores, esse sistema permite que você crie classes realmente únicas e que se adaptam melhor a seu estilo de jogo. Enquanto uma pessoa pode preferir levar três acessórios diferentes em uma metralhadora, outro pode optar por carregar duas armas primárias, cada uma delas com um pente de balas ampliado.

 

Há até mesmo a possibilidade de equipar 10 habilidades especiais e deixar de lado qualquer arma de fogo, o que vai obrigá-lo a partir para cima dos inimigos somente com uma faca. Para completar, o recurso “Wild Cards” serve como uma forma de brincar ainda mais com as regras do jogo, permitindo que você equipe um número maior dos acessórios ou opte pelo uso de dois perks de categoria primária, por exemplo.
Embora seja preciso investir tempo para ganhar alguns níveis de experiência antes de destravar todas as possibilidades do novo sistema, desde o começo fica clara a diferença (positiva) que ele faz em relação aos games anteriores da série.
Quanto aos modos de jogo, eles permanecem basicamente inalterados em relação ao que já foi visto no primeiro Black Ops e em Modern Warfare 3. Opções consagradas como o Deathmath, Confirm Kill e Domination dão as caras no game, acompanhados por uma nova seleção de mapas em que é preciso permanecer em movimento para continuar vivo, devido à ausência de pontos realmente protegidos que beneficiem a atividade dos conhecidos “campers”.

A volta dos mortos-vivos

Marca registrada dos games produzidos pela Treyarch, o famoso modo zumbi também dá as caras em Call of Duty: Black Ops 2, dessa vez de uma maneira um pouco ampliada. Nele, você pode lutar pela sua sobrevivência em três mapas que retratam pontos diferentes de uma cidadezinha do interior (a fase Nuketown 2025 também está disponível, mas somente para quem fez a compra prévia do jogo ou adquiriu seu Season Pass).

 

Além dos modos “Survival” e “Grief” (no qual dois grupos de jogadores têm que se confrontar enquanto lidam com hordas de mortos-vivos), o jogo marca a estreia da opção “Tranzit”. Ligeiramente inspirada na série Left 4 Dead, essa variação coloca os jogadores no comando de um ônibus reforçado que faz diversas paradas em estações lotadas de criaturas que apresentam um nível de dificuldade crescente.
Embora não seja exatamente revolucionária, essa opção garante uma pausa muito bem-vinda aos modos competitivos do jogo. Certifique-se de sempre encarar essa opção com um grupo de amigos, já que o nível de dificuldade dos zumbis é intenso demais para quem decide encará-los sozinho.

Trabalho sonoro de qualidade

Embora a trilha sonora de Black Ops 2 possua temas bastante familiares a quem está acostumado com o gênero FPS militar, não dá para negar sua qualidade. O trabalho realizado por Trent Raznor e Jack Wall é bastante competente, e é difícil encontrar alguma música que não case bem com a ação mostrada na tela.

 

Também vale destacar a presença de faixas criadas por Skrillex e a pela banda norte-americana Avenged Sevenfold (que faz uma aparição hilariamente bizarra no jogo). Apesar de surgirem em momentos mais pontuais da campanha, tais músicas servem para aumentar a sensação de familiaridade com nossa realidade (embora seja difícil imaginá-las tocando em 2025).
Como costume, a dublagem (tanto a em inglês quanto a em português) chama a atenção pela qualidade, o que, junto a um roteiro bem desenvolvido, ajuda a envolver o jogador na trama. Pena que a sincronia labial nem sempre é feita de maneira correta, o que resulta em momentos estranhos durante as cenas não interativas do game.

CONCLUSÃO

Call of Duty: Black Ops 2 é simplesmente o melhor lançamento de toda a franquia desde que o revolucionário Call of Duty 4: Modern Warfare foi lançado. O jogo redefine o que pode ser esperado de uma campanha single player para o gênero FPS, apresentando uma narrativa repleta de personagens memoráveis, os quais incluem um vilão que deve ser lembrado durante muitos anos.


    Especificações
    • Áudio: Inglês
    • Legenda: Inglês
    • Tamanho: 14,8 GB

    Trailer
     


    Gameplay
     


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